Para garantir tranquilidade ao pet e precisão ao médico veterinário durante procedimentos cirúrgicos e ambulatoriais – como exames de diagnóstico ou uma simples limpeza nos dentes – é utilizado um conjunto de substâncias, chamado de anestesia.

A aplicação da anestesia em animais pode ser de forma injetável ou inalatória, com efeito geral, local ou os dois combinados. Atenção, a anestesia é uma especialização da medicina veterinária e só pode ser administrada por um anestesista especializado.

“A equipe do Centro de Saúde Animal Jardins possui seis desses profissionais, todos avaliam a situação de cada paciente individualmente e são capacitados para manter o animal em qualquer procedimento anestésico, desde uma simples sedação até uma anestesia cardíaca. Para garantir mais segurança, contamos também com monitorização de ponta”, conta Thomas, gerente de nosso Hospital 24h.

Importância dos exames pré-anestésicos em animais 

Os animais, incluindo os da mesma espécie, possuem organismos com necessidades diferentes. Diante desse fato, é possível concluir que não existem fórmulas prontas na anestesia veterinária, ou seja, não existe uma substância universal.

Cada caso deve ser estudado individualmente pelos profissionais envolvidos no procedimento. As consultas e exames pré-operatórios servem justamente para isso. Um animal idoso, por exemplo, pode apresentar melhores condições de passar por uma cirurgia do que um animal jovem debilitado.

Segurança da anestesia

Por ser utilizado um conjunto de substâncias que se completam, atualmente é possível atingir os objetivos anestésicos e reduzir os efeitos colaterais que podem ocorrer.

O procedimento da anestesia em animais é dividido em três:

  • Medicação pré-anestésica: sedativos leves, que deixam o animal relaxado e preparam o seu organismo para a indução anestésica.
  • Indução anestésica: geralmente é realizada pela via endovenosa (veias periféricas) e faz com que o pet perca a consciência e tenha relaxamento muscular.
  • Manutenção anestésica: pode ser realizada pela via endovenosa ou de forma inalatória. Nessa fase são administradas substâncias para que o animal continue anestesiado – inconsciente, com relaxamento muscular, sem dor e com suas funções fisiológicas mantidas. 

Será que o meu pet vai suportar a anestesia?

É importante frisar que toda cirurgia, incluindo as mais simples, oferecem riscos e para determinar qual é a intensidade deles, e se é indicado ou não submeter o pet ao procedimento, é preciso realizar os exames pré-cirúrgicos e pré-anestésicos.

Dica: como todos sabem, não é possível garantir o sucesso de uma cirurgia, seja lá qual for. Mas, é possível garantir a qualidade do procedimento. A reponsabilidade é sempre dividida entre tutores e especialistas, por isso: participe do processo, conheça o local onde seu bichinho será tratado e confirme se o mesmo conta com os recursos necessários.    

Medo de anestesia pode impedir vida saudável do pet 

Assim como nós, os animais estão vivendo por mais tempo. Após uma certa idade, muitos tutores optam por tratamentos paliativos com medo da anestesia em animais de um procedimento cirúrgico – mesmo sendo essa a única alternativa de cura.

O resultado disso são cães e gatos que acabam tendo que conviver por mais tempo com dores e outros problemas que poderiam ser evitados por meio de cirurgia.

Mesmo em fase adulta, é possível proporcionar qualidade e longa vida aos bichinhos. Converse sempre com o médico veterinário de confiança do seu pet, informe-se sobre o procedimento, sobre quem irá realiza-lo e faça todos os exames necessários.