A importância do cão-guia é notável. Esses animais assumem um papel no qual se tornam mais do que um bichinho de estimação, pois garantem autonomia à deficientes visuais ou a quem possui uma visão comprometida, tudo sem abrir mão da segurança.

A propósito, não é todo cão que pode guiar um deficiente visual. O cachorro deve passar por um longo processo de seleção e treinamento para assegurar que esteja apto a desempenhar a função.

Formação de um cão-guia

A primeira fase desse processo é a seleção genética e comportamental. O cão precisa ser de médio a grande porte, dóceis e carinhosos. Em seguida, o pet passa pela fase de socialização – iniciada quando o animal possui três meses e finalizada ao completar um ano. Nesse período, o futuro cão-guia aprende a conviver em diferentes ambientes e também alguns comandos básicos da função.

Depois de completar um ano, o cão passa por um treinamento específico para ser guia. Esse trabalho dura cerca de sete meses, embora possa ser prolongado se necessário. É nesse treinamento que o animal aprende a perceber movimentos, desviar de obstáculos, identificar entradas, saídas e objetos. Depois disso, o bichinho ainda passa por uma fase de adaptação ao seu tutor.

O processo de formação de um cão-guia é bastante rigoroso, árduo e gradativo, durando cerca de dois anos. Assim como muitos adestramentos, esse processo utiliza a recompensa para atitudes certas e a punição para atitudes incorretas, porém essas recompensas nunca são comestíveis, já que o animal não pode perder o foco com qualquer guloseima durante seu trabalho.

Atenção!

Nunca interaja com um cão-guia que está exercendo sua função, isso pode fazer com que o animal de desconcentre e perca o foco de sua atividade.