Por muitos anos animais têm sido submetidos à conchectomia e caudectomia, ou seja, cortar orelhas e rabo do cão, para atender aos padrões das raças. A lista de raças que sofreram e ainda sofrem com estes procedimentos é extensa e inclui o Doberman, Pit Bull, Dogue Alemão, Boxer, Schnauzer, Pinscher, Cocker Spaniel, Poodle, Rottweiler, dentre outras.

Muitas pessoas talvez ainda não saibam, mas desde 2013 existe uma lei federal que torna crime estas práticas.

Tanto profissionais, quanto qualquer outra pessoa que realizar a caudectomia e conchectomia em animais, poderá responder por mutilação e crime ambiental e estará sujeito à pena de detenção de três anos, além de multa. Os veterinários que fizerem a cirurgia ainda correm o risco de ter o registro suspenso pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e não poder mais atuar na profissão.

Os motivos para isso são óbvios. Ambos os procedimentos têm fins absolutamente estéticos e podem comprometer a qualidade de vida do animal.

O corte da cauda, por exemplo, pode causar desequilíbrio e problemas sociais ao cão, pois a cauda é usada por ele como principal forma de comunicação com outros cães e até com os próprios donos, como falamos aqui anteriormente. Já as orelhas compridas protegem os ouvidos de insetos e da entrada de água.

A caudectomia e a conchectomia só são permitidas se houver a necessidade e benefício da cirurgia, de acordo com um diagnostico veterinário, como em casos de câncer, tumores e etc.

Se você está pensando em comprar um cão de alguma dessas raças que são comumente submetidas à essa crueldade, conscientize-se. Exija que o seu filhote não tenha o rabo e as orelhas cortados e denuncie o criadouro ou médico veterinário que realiza estes procedimentos para o CRVM através do telefone (11 5908-4799) ou e-mail (cfmv@cfmv.gov.br). Também é possível fazer a denúncia em uma Delegacia de Polícia mais próxima a você ou pelo 190.

 

Texto por Patrícia Mota