Os cães de focinho achatado como pugs, buldogues, pequineses, shih tzu e ilhasas são irresistíveis e fazem o maior sucesso nas redes sociais, mas se você tem ou pensa em ter um cão com essa característica, é preciso estar ciente de todas as suas necessidades especiais.

Raças braquicefálicas, ou seja, com o focinho mais curto, exigem atenção redobrada, pois sua anatomia os tornam suscetíveis a diversos problemas de saúde, sendo três deles de natureza respiratória: a síndrome braquicefálica, traqueia com diâmetro reduzido e palato alongado.

A síndrome respiratória braquicefálica é quando o cão tem uma abertura nasal muito pequena para respirar. Em casos graves, é possível realizar uma correção cirúrgica. Já a traqueia com diâmetro reduzido torna difícil a inspiração e expiração do ar.

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O palato alongado se dá pela dificuldade de caber os tecidos moles da boca e garganta na estrutura mais curta do focinho do cão. Dessa forma, o palato mole (que separa a passagem nasal da cavidade oral) fica pendurado e causa sons de ronco, engasgos e espirros reversos, assustando os donos desavisados.

Estas obstruções respiratórias fazem com que os cães braquicefálicos sofram ainda um grande estresse com o excesso de calor, pois impedem que eles resfriem o corpo com a mesma facilidade que as outras raças. Para evitar a hipertermia, é indicado deixar o cão apenas em lugares frescos, com sombra e água disponível. Na hora de levá-lo para passear, evite os períodos em que o sol está muito forte, mantenha o cão hidratado e dê pausas para descanso.

O cuidado com a alimentação destes cães também é de suma importância, pois a gordura em excesso compromete ainda mais a respiração, agravando todos os problemas citados. Converse com um profissional para saber a melhor dieta a ser seguida para manter o peso ideal do seu amigo.

Em cães braquicefálicos é possível notar ainda outra famosa característica: os olhos esbugalhados. É preciso cautela para que não corram o risco de sair de sua órbita e precisem de recolocação cirúrgica. Isto pode acontecer ao puxar a guia muito forte enquanto o cão estiver de coleira, por essa razão, uma coleira peitoral é a sua melhor opção.

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Outros problemas que estes cães podem apresentar e que portanto torna necessária a sua constante observação são: dentes encavalados que acabam por provocar tártaro, gengivite e perda dentária, infecções de pele nas “dobrinhas” de gordura, além da reprodução complicada devido ao tamanho da cabeça dos filhotes.

Apesar de parecer trabalhoso, estes animais são ótimos amigos e com a sua dedicação é possível proporcionar a eles uma vida longa e de qualidade. Se tiver alguma dúvida, não hesite em entrar em contato com um dos nossos médicos veterinários, disponíveis em nosso Hospital Veterinário 24 horas por dia.

 

Texto por Patrícia Mota