A leptospirose é uma doença muito séria e oferece riscos tanto para os animais, quanto para seus donos.

Esta zoonose, que tem como agente etiológico bactérias do gênero Leptospira, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas transmitida por roedores, ela também pode ser transmitida por diferentes espécies como suínos, bovinos, caninos, entre outros.

Fora do hospedeiro, a bactéria sobrevive por mais tempo em locais com muita umidade, com água parada, regiões alagadas, e é por isso que em épocas de chuvas a incidência de contaminação da doença aumenta.

A leptospirose atinge órgãos vitais dos seres vivos, como os rins, fígado, basso, olhos, sistema nervoso central, podendo levar a danos severos.

Como ocorre a transmissão da leptospirose?
A forma mais comum de transmissão da leptospirose é através do contato com a urina ou com a água contaminada pela urina de animais que são portadores da bactéria. Por isso é tão perigoso deixar que seu cachorro brinque, nade ou beba água de poças na rua. Outras formas de contágio, bem menos comuns, são através de uma ferida mal cicatrizada ou mordida.

Quais os sintomas?
Cada indivíduo pode reagir à leptospirose de uma forma diferente, porém existem alguns sinais típicos que podem ser associados à invasão da doença nos órgãos. Entre os sintomas estão: febre, depressão, hemorragias, hematomas com manchas vermelhas e roxas na pele, amarelamento da pele e esbranquiçamento dos olhos. Nos cães, é bastante comum ocorrer vômitos, salivação excessiva, além de frio constante e muita sede ocasionada pela febre.

Como obter o diagnóstico?
Aos primeiros sintomas, leve seu pet a um médico veterinário, pois só ele será capaz de diagnosticar seu amigo e indicar o melhor tratamento. O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, como urinálise, hematologia, sorologia e identificação da bactéria no tecido.

Qual o melhor tratamento?
O tratamento da leptospirose só poderá ser indicado por um médico veterinário, mas na maioria das vezes se dá a base de antibióticos como penicilina, ampicilina, amoxilina ou doxiciclina, com a intenção de reduzir a multiplicação das bactérias e os danos causados por ela. O animal deverá ser mantido em repouso para a recuperação e prevenção de maiores lesões.

Os donos também precisam tomar cuidado!
Se você tomar as medidas sanitárias adequadas, os riscos de você ou qualquer pessoa da família contrair leptospirose do seu animal de estimação tornam-se mínimos. Para isso, recomenda-se que apenas um membro da família cuide do cachorro. É importante também limitar o acesso do bichinho à uma área que possa ser higienizada constantemente e lavar bem as mãos com sabonete antibacteriano sempre que manipular diretamente o animal.

 

Referência: Leptospirose Canina
Texto por Patrícia Mota