Transmitida por meio da picada de um mosquito infectado, conhecido popularmente por Mosquito Palha, a leishmaniose é mais comum em áreas onde o saneamento básico deixa a desejar. Ela tem se tornado um problema grave de saúde no país, pois afeta cães e seres humanos também.

Cachorro - leishmaniose

Nos cães, ela é chamada de Leishmaniose Visceral Canina, e apesar da possibilidade de prevenção, ainda é possível ver muitos animais infectados.

Na maior parte dos casos, os animais podem ficar anos infectados, sem apresentar nenhum sinal da doença. Mas quando eles aparecem, são bastante graves: perda de peso, pelagem sem brilho ou até queda dos pelos, úlceras, diarreias e vômitos persistentes, desânimo, crescimento exagerado das unhas, conjuntivites, hemorragias, ferimentos na pele e até mesmo insuficiência renal.

Ao notar sintomas como estes, é fundamental que o animal seja examinado por um veterinário. Somente este profissional está apto a realizar o diagnóstico correto e constatar a doença.

Até o início deste ano, a leishmaniose era uma doença sem tratamento no Brasil, e a maior parte dos cachorros morriam. Mas no início de 2017, uma arma contra a doença chegou ao país. Trata-se de uma solução oral à base de miltefosina, substância capaz de eliminar as leishmanias que o mosquito deposita no organismo do animal.

Mas, não podemos esquecer que a prevenção ainda é o melhor caminho! Vacinar o pet contra a doença (a partir dos 4 meses de vida) é uma das maneiras de evitar em quase 92% a contaminação. Não permitir que os cães frequentem locais sujos, com lixo e umidade expostos também é importante, pois os mosquitos se proliferam neste ambiente.

Por Tatiane Mota