É muito assustador ver um cãozinho tendo uma convulsão, independente se esta é a primeira vez que acontece ou a décima vez. A sensação que dá é de “mãos atadas”, já que não é possível fazer nada para que aquilo simplesmente pare.

Cachorro - ConvulsãoA convulsão pode acontecer por alguns motivos, dentre eles se o cão for portador da epilepsia, um tipo de distúrbio do cérebro, caracterizado por ataques epiléticos involuntários e recorrentes, com ou sem perda de consciência do animal. Mas fatores externos como barulhos muito altos, rojões ou até mesmo choques elétricos também podem engatilhar uma crise.

Ela é uma doença hereditária, mas algumas raças estão mais predispostas a desenvolvê-la, em especial na fase adulta. Pode ser dividida em três fases: Pré-Ictal, quando o cachorro passa a ficar muito ansioso, com tremedeiras e salivação por horas; Fase Ictal, quando o animal fica totalmente fora de controle e cai no chão, de lado, com as pernas esticadas e a cabeça inclinada. Todo o corpo treme e é possível que o pet faça xixi e cocô, de maneira involuntária; e Pós-Ictal, quando além de todos este sintomas, o cãozinho pode ter uma cegueira temporária.

Mas embora pareça que o animal está sofrendo muito ao se debater durante uma convulsão, ele não está sentindo dor alguma. No momento da crise, realmente não há que possa ser feito para que ela pare. Procure ficar calmo, para não assustar o pet e leve-o para um lugar seguro, sem muitos objetos, e macio.

Hoje é possível encontrar medicamentos que ajudam, e muito, a controlar as convulsões. Anticonvulsionantes e calmantes são algumas das opções, mas somente o veterinário definirá qual a melhor indicação e se, realmente, remédios devem ser usados.

Por Tatiane Mota