Cachorro pega gripe, gato pega gripe. Sim, os pets também ficam doentinhos, porém não transmitem ou pegam a doença entre eles nem de humanos. A doença é específica de cada espécie.

Assim como acontece com os humanos, a gripe em cães e a gripe em gatos podem causar muito desconforto e desânimo nos bichinhos. Os sintomas são parecidos em cães e gatos: febre, coriza, tosse, espirros, olhos avermelhados, diminuição de apetite e abatimento.

Todo cachorro e gato pega gripe?

A gripe pode surgir mais com a queda da temperatura, principalmente durante o inverno. Cães que convivem em grupo, como os que costumam frequentar day care, hotéis, praças ou parques com grande transição de cães, podem ter mais riscos de pegar gripe.

“Nenhuma raça está imune, porém raças de cães braquicefálicos – de focinhos curtos, como Pug, Buldogue e Shih Tzu – são acometidos com maior facilidade graças à predisposição a outras doenças respiratórias”, explica o veterinário Bruno Alonso, da clínica e do hospital do CSA Jardins.

Bruno explica também que a gripe é causada pelo vírus influenza, transmitida apenas entre cães. Os sinais se iniciam normalmente de dois a quatro dias após a contaminação. “Infecções secundárias podem ocorrer, deixando o quadro mais preocupante e podendo levar até a pneumonia, uma das bactérias mais comuns é a bordetella bronchiseptica, causadora da tosse dos canis”, diz.

Já os causadores da gripe em gatos são outros. “A gripe em gato compreende três agentes, Herpesvirus, Chlamydophila felis (clamídia) e Calicivirus”, explica.

Diagnóstico e tratamento de gripe em animais

 O diagnóstico da gripe em cães e gatos nem sempre pode ser determinado completamente apenas com os sinais clínicos. O veterinário destaca que em alguns casos é preciso fazer uma investigação com exames de imagens e testes laboratoriais.

O tratamento, Bruno explica, pode variar de acordo com as alterações de saúde apresentadas. “Normalmente, consiste em medicações para alívio dos sintomas e combate a infecções secundárias, boa hidratação e alimentação”, afirma.

Vacinação contra gripe em pets

Cães e gatos podem tomar a vacina contra a gripe. A vacina, entretanto, não trata o animal doente nem previne 100% a contaminação, assim como em humanos. Mas caso o pet seja infectado, a vacina vai amenizar os sintomas da gripe e diminuir a transmissão da doença para outros animais. “Por isso, a imunização dos animais é importante”, diz Bruno. O veterinário explica ainda que os cães contam com duas formas de vacinação: injetável e intra-nasal, e ambas devem ser repetidas anualmente.

“A vacina intra-nasal tem sua vantagem, pois além de indolor, provoca menos reações adversas e inicia a produção da proteção desde a cavidade nasal, não sendo necessário que o agente causador da gripe chegue ao pulmão para começar a ser combatido”, diz o veterinário.

Segundo ele, não devem ser vacinados os cães com menos de 8 semanas de vida (3 semanas no caso da vacina intra-nasal) ou os que já apresentaram reação adversa à vacina. “Animais completamente domiciliados devem ter o protocolo vacinal discutido com o médico veterinário”, diz.

Em gatos, a vacina também não protege 100%, mas ajuda a reduzir os sintomas caso o bichano contraia gripe. “Os sinais serão mais brandos e a transmissão a outros animais será menor”, ressalta Bruno. Segundo ele, em alguns gatos pode acontecer de, após a vacinação, aparecerem alguns sinais brandos da doença.

“Para gatos, a vacina de prevenção é a múltipla felina e pode ser aplicada a partir das 8 semanas de vida. O protocolo vacinal e a frequência de vacina em gatos devem sempre ser discutidos com o médico veterinário”, afirma.

Tanto em cães quanto em gatos, o uso de drogas imunossupressoras ou antibióticos podem reduzir a eficácia da vacina. Para saber mais, consulte nossos veterinários. Acesse aqui.