Você sabia que assim como os seres humanos, os pets também podem precisar de transfusões de sangue?

Gota de sangueAs campanhas que buscam por doadores de sangue no Brasil são cada vez mais comuns, porém quando falamos em cães e gatos a informação já não é tão disseminada assim.

Anemia grave, hemorragias e hipoproteinemia (queda do nível de proteína no sangue) são alguns dos problemas de saúde que podem exigir uma transfusão sanguínea, procedimento este considerado o grande diferencial entre a vida e a morte do pet em alguns casos.

O procedimento da transfusão exige alguns cuidados, para que o animal não enfrente problemas com a incompatibilidade sanguínea (que pode causar diversas reações, como falta de ar, salivação e febre).

Por isso, o sangue do animal doador passa por diversos testes. Hoje, são 7 tipos sanguíneos catalogados em cães, que compõe o chamado Sistema DEA (sigla em inglês para Antígeno Eritrocitário Canino). São eles: DEA 1 dividido nos subtipos DEA 1.1, 1.2 e 1.3, DEA 3, DEA 4, DEA 5 e DEA 7. Já os gatos apresentam tipos sanguíneos um pouco mais parecidos com os nossos: A, B e AB.

Também há bancos de sangue para os pets, porém são poucos os animais doadores no Brasil e, além disso, a durabilidade das bolsas existentes é de apenas alguns dias. Por isso, sua ajuda é muito importante.

Torne seu pet um doador! Basta estar bem de saúde, pesar cerca de 30kg (cães) e 4kg (gatos) e estar em jejum por 12 horas, antes da coleta. O uso de sedativos também não é aconselhado, pois pode afetar o sangue.

Viu, é bem simples. E seu animal pode salvar vidas!

Por Tatiane Mota