Você já ouviu falar em leucemia felina? Neste texto, a Dra. Marcia Lembo, veterinária do Centro de Saúde Animal Jardins esclarece todas as dúvidas a respeito da doença, que atinge cerca de 10,4% dos felinos no país.

Gato - Leucemia felina

Diferente da leucemia apresentada pelos seres humanos, que surge devido a mutações nas células de defesa do organismo, a leucemia felina acontece por meio de um vírus, o FELV. Ou seja, esta é uma doença que pode ser transmitida pelo contato direto entre gatos, pela saliva nos potes de alimentação, quando se lambem ou se mordem, durante transfusões de sangue e até mesmo de “mãe para filhote”, durante a gestação e amamentação.

“Um animal positivo para o vírus pode, por anos, não apresentar sintomas. Mas quando os apresenta, os principais sinais são perda de peso, anemia, febre, icterícia, aumento dos linfonodos (como carocinhos) e desidratação”, explica Dra. Márcia.

O diagnóstico será realizado com exames específicos, como hemograma e exames detalhados do sangue no animal, que busquem pelos antígenos IFI ou ELISA.

“Ainda não existe um tratamento para a leucemia felina, conseguimos apenas melhorar o sistema imunológico do animal, prolongando sua sobrevida e melhorando sua condição clínica. O ideal é a prevenção. Todo animal, seja ele comprado ou adotado, deve realizar exames de rotina. Para aqueles que ainda não apresentam o sinal, é importante receber a vacina quíntupla da Zoetis, com reforços anuais”, diz a Dra. Márcia.

Vale ressaltar que a vacinação contra o vírus não terá resultados em animais já infectados.

Por Tatiane Mota